Depois de adiar por duas vezes o anúncio dos resultados da terceira fase de testes da CoronaVac, o Instituto Butantan, ligado ao governo de São Paulo, anunciou hoje que a eficácia da vacina é de 78%. O governo disse também que já iniciou o pedido de uso emergencial do imunizante à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e que espera que o rito para submissão (como é chamado formalmente o pedido de uso) seja finalizado entre hoje e amanhã.
Representantes do Instituto Butantan e técnicos da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) vão se reunir às 18h desta quarta-feira (7) para tratar da pré-submissão do pedido de autorização de uso emergencial da CoronaVac.
Será a segunda reunião entre eles no dia de hoje. Mais cedo, a agência recebeu dados de eficácia da fase 3 de testes clínicos, coordenados pelo Butantan com cerca de 12 mil voluntários no Brasil.
No entanto, ainda não há definição de o pedido de uso emergencial será formalizado hoje.
As informações apresentadas pelo Instituto Butantan e pelo governo de São Paulo mais cedo mostram uma taxa de eficácia de 78% da CoronaVac. Significa que em 100 voluntários vacinados, apenas 22 desenvolveram formas leves da covid-19.
Nenhum caso grave ou moderado foi registrado, tampouco internações. Os efeitos adversos ocorreram entre 13% e 38% dos vacinados.
Uma vez oficializada a solicitação de uso emergencial, a Anvisa tem um prazo de até dez dias para dar um parecer. Esta modalidade não permite, por exemplo, a vacinação em massa.
A vacina deve ser destinada a grupos prioritários específicos, que continuarão sendo monitorados.
O pedido de registro sanitário da CoronaVac, que é o mais abrangente, ainda não foi feito à agência. Segundo o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, isto deve ser requerido pela Sinovac Biotech, empresa chinesa desenvolvedora do produto após a consolidação dos dados de outros centros de testes na Turquia e Indonésia, além da China.
Covas também afirmou que a CoronaVac é uma das vacinas mais seguras que existem e que cerca de 700 mil pessoas já receberam esse imunizante na China sem qualquer efeito adverso significativo.
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Foto: AMANDA PEROBELLI/REUTERS
Fonte: R7 Saúde
