De acordo com o delegado chefe da Polícia Federal em Campinas, Edson Geraldo de Souza, a investigação apura irregularidades no uso de verbas públicas em quatro contratos firmados pela Prefeitura de Hortolândia entre os dias 18 e 23 de março. Durante o período, o preço da unidade da máscara variou de R$ 10 para R$ 36, em três negociações diferentes. O quarto contrato, segundo a investigação, era para aquisição de óculos de proteção.
Sobre o caso:
A Polícia Federal realizou diligências durante a manhã desta quarta-feira (09/12), em Hortolândia. Outros mandados de busca e apreensão estão sendo realizados em seis cidades de São Paulo.
A operação tem como objetivo investigar desvio de verbas que eram destinadas à compra pelo município de Hortolândia, de EPI's - Equipamentos de proteção contra a Covid-19. De acordo com a investigação, o superfaturamento dos fornecedores gerou um prejuízo de R$ 724,6 mil para os cofres públicos.
As investigações começaram em Setembro deste ano e tem como objetivo buscar irregularidades na utilização de verbas federais em quatro contratos de compra de equipamentos de proteção contra o novo coronavírus (máscaras e óculos), firmados entre 18/03 e 23/03. De acordo com a Polícia Federal, em pelo menos metade das negociações, a cotação de preços da Prefeitura de Hortolândia foi direcionada à empresas controladas por integrantes de uma mesma família, com um valor acima ao de mercado.
Operações em outras cidades
Além de Hortolândia, Campinas (SP), Indaiatuba (SP), São Paulo (SP) e Araras (SP) também estão tendo mandados de busca e apreensão sendo cumpridos. As ordens foram expedidas pelo TRF (Tribunal Regional Federal) da 3ª Região de São Paulo - SP.
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Foto: Polícia Federal.
